Relato de Viagem: conhecendo as maravilhas da Tailândia

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Relato de Viagem: conhecendo as maravilhas da Tailândia

Quem viaja para a Tailândia não esquece jamais tudo o que vivenciou no país. Paisagens lindas, cultura rica e experiências incríveis fazem desta aventura um programa imperdível. É o que viveram na pele os integrantes do Grupo Águia Tailândia 2019. Você já leu aqui o relato de viagem de uma das participantes e agora chegou a vez da Bruna S. K. Tomazi contar tudo sobre sua viagem. Confira:

As impressões de quem viaja para qualquer lugar variam bastante de pessoa para pessoa. Por isso, decidi escrever sobre a minha experiência na Tailândia. Participei de dois projetos de voluntariado e um de imersão cultural. Porém, primeiro vou descrever a região, contando sobre alguns locais que visitei nos fins de semana.

A região que você escolher visitar na Tailândia vai proporcionar diferentes sensações. Acredito que esse é um importante ponto para começar porque existem muitos lugares turísticos que são mais confortáveis do que regiões mais interioranas, mas que podem não retratar a realidade da maior parte da população tailandesa. Em sua maioria, ela é composta por famílias simples, que trabalham no setor de serviços, geralmente comércios de produtos do mar e da agricultura.

Como é viver na Tailândia

Fiquei 6 semanas no país, a maior parte do tempo na província de Prachuap Khiri Khan e a 20 min da principal praia, a Hua Hin Beach. A geografia da região em torno da cidade de Hua Hin é um importante ponto turístico, pois é preciso passar por ali para ir ao Sul visitar as ilhas.

No centro, que é bem próximo daquela praia, é possível encontrar muitos locais preparados para receber turistas, com diversos restaurantes, comércios, casas de massagem e os famosos Hua Hin Night Market, Cicada Market e Market Village Shopping Mall. Ao se afastar do centro, você vai para o oeste, em direção às montanhas que têm uma paisagem em diferentes tons de marrom, com vegetação seca, árvores de pequeno e médio porte, e cactos. 

Ainda é possível observar a presença de turistas, mas agora os comércios são voltados para a necessidade da população local, com templos, escolas, oficinas, restaurantes locais, plantações de abacaxi, e criação de galinhas. Ali, encontra-se o Pae Mei Market, uma feirinha popular que abre toda terça-feira e é frequentada pela população local em busca de vestuário. Esse é um ótimo lugar para ter experiências culinárias, já que uma parte considerável é destinada para a gastronomia, além de contar com um grande palco para apresentações de artistas locais. Mais do que ter cafeterias, vinícolas, campo de golf e parque aquático, a Hua Hin Artist Village é um lugar muito interessante para apreciar as obras de artistas tailandeses.

Se você insistir em ir para o oeste, vai encontrar um muro verde, que é um grande corredor ecológico formado por três parques nacionais, sendo dois tailandeses e o último no território de Myanmar. Você pode fazer passeios turísticos para conhecer mais da flora e fauna da região, com guias que falam inglês. Além de trilhas, camping e safáris, dependendo do horário e da temperatura é possível ver elefantes selvagens cruzando a estrada ao fim da tarde. 

Passar o dia na cachoeira Pa La-U Waterfall me proporcionou um ótimo contato com a natureza. Ela é composta por mais de 20 níveis que descem a montanha rasgando a floresta e formando um corredor de pequenas piscinas naturais. Muitas carpas sobem o rio no fim do dia lá. Embora o parque tenha estrutura para escalar até o quinto nível, é suficiente para apreciar o ambiente, que conta com uma quantidade enorme de borboletas maravilhosas.

Em outro parque nacional, o Khao Sam Roi Yot, mais ao sul e de frente para o golfo da Tailândia, um lugar muito interessante é a Phraya Nakhon Cave. Para entrar nessa caverna, é preciso escalar a montanha, partindo de uma praia bem bonita, águas calmas e poucas pessoas. A trilha é de dificuldade média e vale cada esforço porque a grande caverna abriga um templo muito bonito. No entanto, é pela manhã que a luz do Sol alcança o interior da caverna e o ambiente fica mais encantador. Esse passeio foi para mim um combo de praia, escalada, templo, cultura e natureza em um só dia.

Vale a pena reservar um dia para visitar a Wildlife Friends Foundation of Thailand, uma ONG que resgata animais e que possui diversos projetos voltados para a preservação de gibões e elefantes. Além de conhecer espécies do continente asiático, o passeio conta com um almoço delicioso de frente para uma área com alguns elefantes resgatados. Tive a oportunidade de ficar até depois do almoço para alimentar e dar um banho em uma elefante fêmea. É fundamental procurar passeios que levem em conta o bem-estar dos animais, já que é muito comum encontrar pelo país passeios nas costas de elefantes treinados, fotos com tigres e leões.

Por último, é importante ter em mente que em alguns lugares afastados do centro não é possível encontrar táxi, então é ideal avisar o motorista, porque ele poderá oferecer um pacote para esperar por você. É muito fácil encontrar restaurantes locais, mesmo nestas regiões, bem como sanitários.

Como são as escolas da Tailândia

Sobre as escolas da Tailândia, as minhas impressões foram de que possuem uma boa estrutura, feitas de material e em terrenos com áreas para lazer e atividades. Mesmo na capital, as escolas são grandes edifícios com quadras bem preservadas para o esporte. 

Identificar as escolas que pertencem ao Estado foi bem fácil, pois todas possuíam o mesmo padrão nas grades dos muros, sempre acompanhadas pela figura do rei, independentemente de estarem localizadas na cidade ou em regiões mais afastadas. Além disso, os alunos mostram muito respeito aos professores e aos mais velhos. Os professores são rigorosos, cobrando ordem e disciplina dos seus alunos.

Preservação ambiental na Tailândia

Após três semanas imersa na rotina de uma escola local, participei de um projeto de conservação do meio ambiente durante mais duas semanas. Os manguezais são um tipo de ecossistema muito importante para regiões costeiras. Eles impactam não apenas a vida  dos animais, mas também da comunidade pesqueira.

Visitei o Pranburi Forest Park, que abriga uma grande área de mangue e abrange a foz do rio Pranburi no mar do Golfo da Tailândia. Aliada ao líder da comunidade pesqueira da região, passei as semanas coletando sementes de árvores do mangue, preparando o solo e semeando-as em uma enfermaria de árvores. Por duas vezes, tive a oportunidade de plantar mudas na margem do rio. 

Além disso, recolher lixo e recicláveis da praia e da margem do rio foi um trabalho muito gratificante. Depois, aqueles recicláveis foram limpos e separados. É muito comum ver grandes quantidades de garrafas PET nos terrenos das casas, já que a venda destas pode gerar uma renda extra para as famílias.

Visitando um santuário chinês no topo de uma montanha, Chao Mae Tubtim Thong Shrine, foi possível ver a foz do rio, o parque nacional e o vilarejo. Até nos parques há mirantes para observar a extensão da área de mangue protegida pelo Estado.

Imersão cultural na Tailândia

A minha última semana foi de imersão cultural, já que eu tive a oportunidade de visitar belíssimas praias ao longo da semana. Elas são diferentes entre si, cada uma bonita à sua maneira. A minha preferida foi a Say Beach, parte do Thao Ko Sa Forest Park, que conta com uma trilha pela montanha, além de pequenas cavernas.

Os templos são muito bonitos, sempre em cores branco, dourado e vermelho, adicionando as concepções do budismo chinês. Também é possível observar pela cidade alguns santuários destinados às entidades do hinduísmo.

Em Hua Hin, o Wat Huay Mongkol é templo mais famoso, destinado a um importante monge do passado, que foi o responsável por trazer água doce para a população. Assim como as escolas, existe um templo para cada bairro, a exemplo do Wat Nong Khon. Assim, a população deve cuidar e fazer a manutenção do templo, além de alimentar os monges. Eles realizam suas refeições uma ou duas vezes por dia, e antes do meio dia para se prepararem para a meditação. 

Todo menino deve ser monge pelo menos uma vez na vida, sendo a duração uma escolha do próprio indivíduo, podem ser algumas semanas ou a vida toda. Esta é uma vertente do budismo que é praticada na Tailândia e são muitos detalhes que valem a pena conhecer para entender o modo de vida da população.

Conhecendo Bangkok 

Bangkok é a quarta capital da Tailândia, bem agitada, moderna e muito bonita. Os taxistas cobram preços bem elevados e vale muito a pena utilizar os barcos e o metrô para se deslocar pela cidade. Um passeio de bicicleta pela capital no período da noite me proporcionou a experiência de ver suas diferentes facetas. 

Old City é o lugar que abriga o Grande Palácio Real, os templos Wat Arun e Wat Pho. Visitei a Chinatown algumas semanas antes do Ano Novo Chinês e estava uma loucura, com os lojistas limpando seus comércios e a rua principal toda iluminada, cheia de pessoas, música e apresentações. 

O bairro empresarial é bem moderno, com grandes edifícios e muito diferente do bairro familiar, com vielas estreitas e casas compostas de pequenos cômodos, com pessoas bem simpáticas, que cumprimentam os visitantes com um sorriso no rosto. Eu me perdi uma ou duas vezes no maior mercado de rua que já vi na vida, o Mercado de Chatuchak. Ele tem de tudo: comida, artesanatos, roupas, acessórios, lembrancinhas, peixes, louças e até itens para mobiliar a casa, como candelabros, fechaduras e maçanetas. Embora eu não tenha visitado, o mercado flutuante em Bangkok é outra atração muito visitada e interessante. Os parques ao norte, próximos ao Mercado de Chatuchak, são lugares bem tranquilos em meio à dinâmica da cidade.

A Tailândia é um país maravilhoso, ideal para todo tipo de viajante. Sempre lembrarei do lugar com muito carinho, especialmente da população tailandesa, que nos recepciona com muito carinho e respeito e torna a jornada inesquecível.

Gostou do relato de viagem da Bruna? Clique aqui e aproveite para conhecer a Tailândia conosco e ter uma experiência tão fantástica quanto a dela.